Normalmente, a rua 25 de março parece um caldeirão borbulhante de sacoleiro, ambulante, pechincheiro. Quiça às vésperas do natal: lojas cheias, filas, gente (muita). Nas calçadas, os ambulantes se amontoam e nos empurram quinquilharias a preços tentadores.
A diversão só existe se houver paciência para tentar descobrir um brinco straiss, tamanho médio, cor salmão (macho, segundo um conhecido meu) no meio daquele inferno de Dante. Não é fácil distrair-se numa banca dos camelôs onde os olhos do vendedor revezam-se entre o cliente e o cacetete dos policiais que formam barreira no local. De vez em quando, um grita: “Lá vem o rapa…”
O peso da idade logo mostrou que não sou a mesma dos tempos de outrora (tem que falar bonito para o drama ficar mais melancólico, né?) e mesmo com tênis, fiquei derrubada.
Cansada da guerra e com a sensação do monstro do lago Ness ter se mudado para minha barriga, “arriei” a bandeira branca. A caminho do tradicional pastel de bacalhau e sanduíche de mortadela tamanho GG do mercado municipal, para desespero geral da minha guia, Cindoca, fui seduzida por uma loja de quinquilharias festivas.
Diversos tipos de doces, bolas coloridas, óculos escuros, badulaques musicais e lúdicos, me lembraram que havia uma festa próxima e a compra dos mesmos justificaram (comprovadamente) a sua utilidade prática.
Resumo da ópera:

Realmente é muito cansativo… mas vale a pena.
Por: KK em Janeiro 10, 2008
às 10:55 am
Essas coisas só acontecem com Wanessa. COMIGO NÃO ACONTECE MAIS! EU NÃO DEIXO.
Por: Marcos em Janeiro 10, 2008
às 5:30 pm